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Girl About Town

“I like my money right where I can see it: hanging in my closet.” — Carrie Bradshaw

Qui | 25.06.15

Entrevista António Costa | SIC

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Estive aqui a ver a entrevista do António Costa para a SIC.

Gosto de acompanhar estas coisas da política e como estudante de Gestão estava bastante interessada em ouvir o que António Costa tinha para dizer.

Começo já por dizer que não sou nada fã do António costa, acho que as suas ideias são típicas de políticos que querem ganhar eleições.

E ao ver a sua entrevista na SIC fiquei ainda mais com essa ideia.

Apresenta muitas ideias que podem parecer boas, como a diminuição da TSU, mas que depois se tivermos capacidade para ver por entre as linhas, percebemos que aquilo não é alcançável, pelo menos não na conjuntura em que nos encontramos e não num futuro próximo.

Temos o tema da criação de emprego, parece ser esta a bandeira da campanha política do PS, que diz que o seu grande objetivo é a criação de emprego.

Muito bonito, ótima ideia, mas como é que o Estado cria emprego?

As empresas criam emprego, o Estado quanto muito tem que criar condições para que isso aconteça, mas a responsabilidade de criar emprego não esta sobre os ombros do Estado.

Só com a criação de novas empresas e crescimento destas e das empresas já existentes é que é possível criar emprego.

Há cada vez mais programas que visam a criação de Startups que financiam várias ideias e dão apoio a jovens empreendedores então acho que estamos no bom caminho, claro que ainda há muito a fazer, como por exemplo a ligação faculdade-emprego.

Quantos de nós acabamos a faculdade sem ter a mínima noção do que é trabalhar?

É preciso que seja mais fácil o acesso ao mercado de trabalho, durante o curso, e não é com estágios não remunerados que só servem para andarmos a trabalhar de borla e quando se cansam mandam-nos embora e chamam outra pessoa para o nosso lugar.

É muito bom adquirir experiencia mas é preciso que esta seja valorizada e que nos deem uma oportunidade a serio de provar que somos bons.

Outra das ideias de António Costa é aumentar o rendimento das famílias, pelo que percebi através da diminuição da carga fiscal, nomeadamente IRS.

Também me parece uma boa ideia, só que mais uma vez não é bem assim.

Tem-se vindo a pregar a ideia que só os pobres é que pagam a crise e que pagam muito de IRS e tal e eu tenho que dizer que isto não é verdade.

Mais de 60% da população não paga impostos e estou só aqui a referir-me ao IRS.

Tendo em conta que só a partir dos 600 euros é que efetivamente se desconta, a grande maioria não desconta porque recebe menos que 600 euros, que é o meu caso.

O PS quer que apenas os altos escalões paguem IRS a taxas mais altas, concordo, quem recebe mais deve pagar mais, mas isso também já acontece hoje em dia, a tabela de retenção na fonte é progressiva então quem ganha mais já desconta bem mais.

Só que a tabela tem um teto e o PS quer retirar esse teto ou aumenta-lo

Mas eu digo, porque não a criação de uma espécie de taxa aos mais altos rendimentos? Tanto a nível singular como coletivo?

E porque não até os rendimentos mais baixos pagarem anualmente uma quantia simbólica? Digo uns 5 euros por exemplo, tendo em conta que somos 10 milhões e metade não paga impostos 5 euros já iria fazer uma certa diferença e depois acho que 5 euros por ano não são nada descabidos nem vai deixar ninguém pobre.

Por fim depois de vistas todas as medidas que o PS tenciona tomar caso venha a ser governo a questão que fica é como é que eles conseguem aumentar o rendimento das famílias sem aumentar o défice e a dívida.

Basicamente, como é que eles conseguem cumprir todas aquelas medidas fantásticas que prometem devolver o dinheiro as famílias sem levarem o país a banca rota?

Ora, esta foi a importante questão que ficou por responder.