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Girl About Town

Qua | 18.03.15

Revoltas de uma jovem desempregada

Fui a semana passada a uma entrevista de emprego, como tenho ido a muitas nestes últimos meses.
O entrevistador foi muito simpático e deixou me muito a vontade, disse me logo ao inicio que o meu currículo o tinha deixado muito interessado e tal.
Pediu me então para explicar detalhadamente a minha experiencia profissional, penso que foi aqui que a coisa descambou.
Trabalhei recentemente numa loja de roupa bastante conhecida, foi um contrato curto, foi só como reforço devido a época de Natal, no fim do contrato vim embora, com muita pena minha.
Quando me candidatei a esta loja foi um bocado a medo, pois nunca tinha trabalhado numa loja de roupa, mas precisava de um emprego e por causa da faculdade dava me jeito o facto de ser em part - time, então quando fui chamada dei pulos de alegria.
A verdade é que gostei muito da experiencia, fui bem tratada, pagam muito bem mesmo, saímos a hora que temos que sair, é tudo muito bem organizado, é dada uma formação para que possamos ter as ferramentas necessárias para conseguir fazer um bom trabalho, claro que também fui um pouco mal tratada, até humilhada por uma colega de trabalho, que apenas tinha um cargo acima do meu, mas penso que isto pode acontecer em todo o lado.
Apenas contribuiu para o meu fortalecimento e crescimento como pessoa.
Se me voltassem a chamar ia já e cheia de alegria.
Voltando a entrevista, quando comecei a falar sobre este ultimo trabalho que tive, o entrevistador interrompeu me logo e comentou que conhecia bastante bem a tal loja, que já lá tinha estado, e não tinha gostado muito do atendimento, que era tudo muito feito as pressas e que a qualidade no atendimento não era a melhor.
Perguntou me então, tendo em conta eu ter sido funcionária daquela loja, se eu achava que tinha capacidades para conseguir fazer um atendimento personalizado, sempre com muita simpatia ao cliente?
Durante dois segundos apeteceu-me atirar com o agrafador a cabeça do Sr. Entrevistador, mas lá respondi que sim, tentei dar a volta a questão, mas parece que foi não consegui, pois disse que me ligava segunda-feira dia 16, se eu ficasse com o cargo, como não ligou imagino que tenha encontrado alguém melhor que eu.
Ora bem, o que me revolta aqui, é que a loja em questão é enorme, tem imensos funcionários, tem sim bastante gente e somos formados para sermos rápidos no atendimento mas claro sendo atenciosos, educados e interessados na satisfação dos clientes.
Foi sempre esta linha que segui enquanto lá estive, e era também essa linha que os meus colegas seguiam.
Acredito que possa ter tido uma má experiencia com algum funcionário, mas também acredito que já nos aconteceu a todos, ir a uma loja e não gostar do atendimento de determinado funcionário, mas isso não significa que todos os funcionários da loja sejam assim.
Então parece me um pouco errada a avaliação feita pelo entrevistador.
Será que agora também vamos ser julgados, erradamente, na minha opinião, pela nossa experiencia profissional? Mais precisamente pelos sítios onde trabalharam anteriormente? Ainda mais numa altura em que o emprego é tão escasso.
E mais, no meu currículo tinha lá a tal loja na minha experiencia profissional, se não gostava porque me chamou para a entrevista?
Não compreendo e revolta me!

 

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