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Girl About Town

Sex | 22.04.16

A procura continua # 4

Fui ontem a uma entrevista para um hipermercado (outro).

É um contrato temporário, só de três meses para fazer férias no verão.

Eu procurava uma coisa mais permanente mas como não tem aparecido nada lá decidi ir à entrevista ver se as condições compensavam.

Fiquei a saber que aquilo é um pequeno supermercado apesar de pertencer a uma cadeia de hípers, fica numa aldeola aqui nos arredores de Braga então tenho que ir e vir todos os dias de carro e ainda é um bom pedaço.

Como é para fazer férias, é para fazer um pouco de tudo, trabalho de operadora de caixa, numa caixa que parece do século passado, sistema todo manual, nada digital, vou ter que ir fazer reposição, talho, limpezas e café/padaria que envolve também cozer pão.

E o salário?

É bem baixinho, depois não se recebe nem feriados, nem domingos a dobrar, nada disso e bem ou mal eu estava habituada a isso lá no híper.

Sai de lá com a impressão que não havia assim muitos candidatos para o lugar.

Quando contei à minha mãe como correu a entrevista e as condições ela disse logo para não ir, que era muito longe ia gastar imenso dinheiro em gasolina, que eu não sabia cozer pão que trabalho de limpeza não era para mim e etc etc..

Eu confesso que realmente fiquei um bocado naquela do “se me chamarem, vou ou não vou” isto porque realmente não percebo nada de cafés nem de cozer pão, depois aquelas caixas que eles tem lá são tão antigas e tão esquisitas que eu nem sei como aprender a mexer naquilo e o talho? Eu não percebo nada de carne!

Tempo para formação não vai haver então fiquei assim meio assustada, tanta coisa diferente que eu não sei e vou ter que aprender, num sítio que vai-me obrigar a deslocações mais longas onde recebo menos que o salário mínimo para um trabalho de 40h/semana, às vezes fazem 44h/semana segundo me explicaram, e para ao fim dos três meses vir embora.

Uma parte de mim quer aceitar pois sempre é mais um dinheiro que entra, a outra parte quer esperar e ver se encontra algo melhor.

A verdade é que as vezes ate me sinto mal em pensar em dispensar um emprego, mesmo que mal pago pois as coisas estão tão difíceis.

Também não quero aceitar fazer tudo a troco de quase nada.

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